domingo, 9 de dezembro de 2012

INFORMATIVO PROFUNCIONÁRIO - POLO DE JUINA


COMO FORAM COMPOSTAS AS TURMAS/2012 DO PROFUNCIONÁRIO?
O POLO DE JUINA/MT, ATENDERÁ OS CURSOS DE INFRAESTRUTURA ESCOLAR, SECRETARIA ESCOLAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DOS MUNICÍPIOS DE BRASNORTE, CASTANHEIRA E JUINA.
O POLO DE COLNIZA/MT, ATENDERÁ O CURSO DE INFRAESTRURA ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE COLNIZA. OS CURSOS DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E SECRETARIA ESCOLAR NÃO FORMOU TURMA E SERÃO ATENDIDOS EM JURUENA.
O POLO DE JURUENA/MT, ATENDERÁ AS TURMAS DE INFRAESTRUTURA ESCOLAR, SECRETARIA ESCOLAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DOS MUNICÍPIOS DE COTRIGUAÇU E DE JURUENA, E AS TURMAS DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E SECRETARIA ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE COLNIZA.
O POLO DE ARIPUANÃ/MT, ATENDERÁ AS TURMAS DE INFRESTRUTURA ESCOLAR, SECRETARIA ESCOLAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE ARIPUANÃ.


  • NÃO FORAM COMPOSTAS TURMAS DO CURSO TÉCNICO EM MULTIMEIO DIDÁTICOS NOS POLOS, E, ESTES CURSISTAS FORAM REDIMENSIONADOS PARA AS TURMAS DO CURSO TÉCNICO EM SECRETARIA ESCOLAR.   
  • TODOS OS POLOS TERÃO COORDENAÇÃO E TUTORES PRESENCIAIS, ALÉM TUTORES E COORDENADORES VIRTUAIS (ALGUNS AINDA SERÃO SELECIONADOS PELO IFMT)
  • NAS RELAÇÕES DE COMPOSIÇÃO DE TURMAS VOCÊS ENCONTRARÃO  O E-MAIL DOS TUTORES PRESENCIAIS DOS CURSOS E O LOCAIS ONDE SERÃO ATENDIDOS. ( ESTAS FORAM ENCAMINHADAS PARA AS ASSESSORIAS E SECRETARIAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DE CADA MUNICÍPIO).

E-MAIL PARA MAIORES ESCLARECIMENTOS:


terça-feira, 5 de junho de 2012

PROJETO "RÁDIO NA ESCOLA" - ARIPUANÃ/MT

Em visita ao município de Aripuanã tivemos a oportunidade de conhecer alguns projetos da Escola Estadual São Francisco de Assis, um desses projetos que nos chamou a atenção é o “Rádio na Escola”.
Esse projeto tinha como objetivo fulcral a implantar uma Rádio na Escola e consequentemente divulgar os propósitos pedagógicos, além de divertir e informar.
Agora em funcionamento, a rádio além dos objetivos supracitados, está alcançando vôos ainda maiores, um desses é a rádio online que pode ser ouvida pelo endereço eletrônico http://esfaaripuana.com; com essa conquista a rádio já é considerada um importante meio de comunicação entre a escola e comunidade geral, que acaba por atingir propósitos previamente imaginados que são eles:
Promover a comunicação no âmbito escolar de forma aberta e transparente;
Divulgar atividades e eventos a todos os frequentadores da Escola;
Divertir a todos com anedotas, piadas e músicas alegres, dançantes, com letras interessantes;
Permitir o conhecimento das atividades da instituição sem a necessidade de envio de correspondência ou recado nas salas de aula;
Formar sujeitos conscientes do papel da comunicação e da liberdade de expressão.
Parabéns a todos os profissionais e a comunidade escolar que fazem parte da Escola Estadual São Francisco de Assis pela magnitude dessa iniciativa, que hoje já rende frutos digno de elogios, e esses frutos vem de encontro à finalidade principal que é a melhoria da qualidade da Educação.

Escrito por: Antonio Marcos Alves da Costa e Silvia Regina de Oliveira (Formadores- CEFAPRO/JUINA)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO NA ALFABETIZAÇÃO


Leitura e escrita são atividades que, desde quando o homem sentiu necessidade de ampliar suas formas de comunicação, andaram juntas. Não se concebe na atualidade, atividades de leitura e escrita de forma dissociada. Assim, para que o aluno seja um bom escritor é necessário que ele seja também um bom leitor. Bom leitor no sentido de interpretar de forma coerente e critica, algo lido. Desta forma, além das atividades de produção de textos propriamente ditas, é importante que o professor tenha a preocupação de estar atento a quatro aspectos que o leitor atende quando lê: percepção da palavra, compreensão, reação e integração. Isto quer dizer que, ao ler, nossos alunos além de RECONHECER a palavra escrita devem COMPREENDER o que leu, isto é, ligar a palavra ao seu significado; REAGIR À LEITURA, o que significa gostar ou não do que leu o que denota subjetividade; INTEGRAR, ou seja, relacionar o que leu com outras partes do texto e com as suas experiências anteriores sobre o assunto. Isto ocorrendo desta forma, favorece o desempenho do aluno enquanto produtor de um texto, mas e a produção de texto dos alunos que ainda não sabem ler, ou seja , não estão alfabetizados?
Nós professores alfabetizadores, na maioria das vezes quando falamos de uma produção de texto na alfabetização, vêm logo algumas interrogações:
- Será que é possível produzir textos sem estar alfabetizado?
- Como uma criança que ainda não sabe ler poderá produzir um texto?
            Todas essas interrogações vão depender do que entendemos por produção de texto.
            Por estar alfabetizada, não significa que a criança produz textos melhores. O que acontece é que a criança alfabetizada produz e escreve seu próprio texto, já a não alfabetizada apenas produz oralmente. Desta forma, apesar de não dominarem completamente a escrita, é possível trabalhar com produção de textos na alfabetização.
 As crianças possuem um rico repertório de ideias e vocabulários, mesmo não tendo uma postura convencional de escritores, podem e devem fazer parte da criação de textos em sala de aula. 

A FINAL, O QUE SE ENTENDE POR TEXTO?

Um texto não se restringe ao ato da palavra escrita, pois texto é tudo aquilo que é possível ser compreendido pelo interlocutor (ouvinte/leitor) podendo ser oral ou escrito.
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes. Pensar em um trabalho assim com a alfabetização, parece ser uma pretensão muito grande, porém não é pretensão, mas sim uma meta. É nas séries iniciais que precisamos despertar nas crianças o gosto pela leitura e as habilidades para produção de textos.
Para aprender a escrever, é necessário ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunha a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim, o tratamento que se dá à escrita na escola não pode inibir os alunos ou afastá-los do que se pretende; ao contrário, é preciso aproximá-los, principalmente quando são iniciados "oficialmente" no mundo da escrita através da alfabetização. Afinal, esse é o início de um caminho que deverão trilhar para se transformarem em cidadãos da cultura escrita.
Se o nosso objetivo é formar escritores competentes, supõe, portanto, uma prática continuada de produção de textos na sala de aula, situações de produção de uma grande variedade de textos de fato e uma aproximação das condições de produção às circunstâncias nas quais se produz esses textos. Portanto precisamos tomar alguns cuidados em relação às atividades de produção de texto, pois muitas vezes inibimos a criatividade dos nossos alunos.
a)    Datas Comemorativas – Ainda deparamos com textos relacionados as datas importantes ou comemorativas  como por exemplo “as férias”, “Dia das Mãe” ou “Dia dos pais”. Como no primeiro dia de aula o aluno vai escrever sobre suas férias? Se não foram férias? E, ainda como falar de algo tão particular e em alguns casos até constrangedor para um professor desconhecido? Pois se este será o único a ler o seu texto.
Outra situação que percebemos é a seguinte: “Escreva um poema ara sua mãe” ou “descreve o seu pai”. Muitos dos alunos chegam até a chorar neste dia ou mesmo a faltar na escola porque não têm boas lembranças dos pais. Alguns são órfãos de mãe, outros foram abandonados.
É fundamental que o professor tenha cuidado ao sugerir temas para produção textual, que conheça um pouco da história de vida de cada aluno, e que saiba respeitar as particularidades da vida do aluno. Pois, forçando o aluno a produzir um texto fora da sua realidade pode ser desastroso, chegando a ser uma poda de seus “sonhos criativos”.
Sabemos que a mediação do professor e a variedade de atividades nas produções de texto são fundamentais para o desenvolvimento produtivo das crianças.
Deixo aqui algumas sugestões de atividades possíveis, de produção de texto na alfabetização:
- Produção de texto coletivo: situação em que o professor é o escriba do texto ditado pelos estudantes.
- Criar agendas telefônicas.
- Legendas.
- Reescrita de histórias conhecidas.
- Listas temáticas.
- Reconto de histórias ouvidas.
- Etiquetar objetos da sala e materiais pessoais, etc.
Estas atividades e outras mais que você pode criar em sua sala, faz com que os alunos se percebam capazes de produzir textos mesmo sem saber escrever convencionalmente.    
Autora: Lourdes Alves de Souz

ALFABETIZAR: É Construir Caminhos


A alfabetização além de ser a base da construção do conhecimento das crianças é uma das fases mais bonitas do aprendizado. Alfabetizar é como ensinar a criança dar os primeiros passos.  É na alfabetização  que a criança dá os primeiros passos  para o conhecimento e para se tornar alguém reconhecido na sociedade. A alfabetização, quando realizada com sucesso, permite que o aluno aprenda a ler, escrever, fazer contas e muito mais atividades que são essenciais nos dias de hoje e mais do que isso, são ferramentas para compreensão e realização da comunicação do homem na sociedade e chave para a certificação dos saberes já conquistado. Entretanto, alguns métodos ainda utilizados já estão ultrapassados e não mais despertam nos alunos a magia e o encantamento pelo que ainda não foi descoberto.
Na alfabetização é fundamental que utilizamos os mais variados métodos possíveis e de materiais de apoio pedagógico como:  textos ilustrativos, contos, jogos, músicas e vídeos. Isso tem sido um método bastante eficaz, uma vez que o aluno aprende se divertindo. Já passamos do tempo em que a alfabetização era exclusivamente juntar as sílabas e formar palavras, atualmente o aprendizado é feito a partir da visão do mundo, quando começamos a fazer interpretações do espaço e das pessoas ao nosso redor. É fácil de entender porque os novos métodos geram tantos resultados positivos, aquilo que nos interessa e que nos marca de alguma forma, fica guardado e lembramos com mito mais facilidade.
Através da ação de brincar, a criança constrói um espaço de experimentação. Nas atividades lúdicas, esta, aprende a lidar com o mundo real, desenvolvendo suas potencialidades, incorporando valores, conceitos e conteúdos.
O material pedagógico não deve ser visto como um objeto estático sempre igual para todos os sujeitos, pois, trata-se de um instrumento dinâmico que se altera em função da cadeia simbólica e imaginária do aluno. Apresenta um potencial relacional, que pode ou não desencadear relações entre as pessoas.
Quando é levamos para a sala de aula um novo jogo, colorido e divertido, que contenha todas as letras do alfabeto, ou contamos uma história, o aluno certamente lembrará com muito mais facilidade do que quando damos a ele um papel branco, com as letras do alfabeto escritas. Hoje, os educadores precisam ser mais do que bons professores, precisam ser facilitadores do aprendizado, criando novas técnicas de chamar a atenção do aluno de varias maneiras.
Sugestões para sala de aula
- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Crie aulas diferentes e divertidas.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Busque auxílio nos meios de comunicação.
- Troque experiências com os colegas.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
Fontes de Pesquisa:
diariodaprofaglauce.blogspot.com/

Autora:  Lourdes Alves de Souza

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM


A aprendizagem e a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos do ser humano que desde muito cedo aprende a mamar, falar, andar, pensar, garantindo assim, a sua sobrevivência. Com aproximadamente três anos, as crianças são capazes de construir as primeiras hipóteses e já começam a questionar sobre a existência.
A aprendizagem escolar também é considerada um processo natural, que resulta de uma complexa atividade mental, na qual o pensamento, a percepção, as emoções, a memória, a motricidade e os conhecimentos prévios estão envolvidos e onde a criança deva sentir o prazer em aprender.
O estudo do processo de aprendizagem humana e suas dificuldades são desenvolvidos pela Psicopedagogia, levando-se em consideração as realidades interna e externa, utilizando-se de vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os. Procurando compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, orgânicos, familiares, sociais e pedagógicos que determinam à condição do sujeito e interferem no processo de aprendizagem, possibilitando situações que resgatem a aprendizagem em sua totalidade de maneira prazerosa.
Se por um lado temos alunos e suas possíveis dificuldades, por outro lado estamos nós professores com dificuldades de entender as dificuldades dos nossos alunos.
Encontramos muitas vezes dificuldades em oferecer uma proposta mais estimulante para que a aprendizagem aconteça, favorecendo o avanço desses alunos.
A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM PODE ESTAR RELACIONADA AO EMOCIONAL DA CRIANÇA?
Nem sempre uma  criança que manifesta dificuldades na aprendizagem, tem falhas  cognitivas. Essa manifestação da dificuldade pode estar relacionada com privação de bem-estar emocional.
Sabemos que é crescente o número de crianças que não tem um ritmo de aprendizagem proporcional ás suas capacidades.
Cada criança tem um perfil heterogêneo com pontos fortes e fracos; por exemplo: há crianças que têm mais facilidade no raciocínio abstrato verbal, outras na área de organização espaço-temporal, etc. É por essa razão que as crianças têm potenciais diferentes: umas são melhores em línguagem, outras em matemática e outras em ciências e tecnologia.
     Sabe-se, contudo, que os fatores que determinam a possibilidade de desenvolver esse potencial inato são:
-  peso da estimulação afetiva (familiar, social, cultural);
- o tipo de experiências que a criança vive com quem lhe está mais próximo;
Crianças que desenvolvem esses fatores,  não só têm dificuldades de aprendizagem como também podem apresentar dificuldades de adaptação à escola como são suscetíveis de perturbar o ambiente escolar e prejudicar o aproveitamento e bem-estar dos demais colegas. Isso ocorre em função de  um desequilíbrio emocional ou de terem uma baixa auto estima.
A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA
Em idade escolar a capacidade de aprendizagem é uma das primeiras a ficar afetada sempre que haja uma perturbação emocional da criança. Dois tipos de perturbação emocional podem ocorrer:
- transitória – como alterações reativas a circunstâncias sentidas como adversas, como o nascimento de um irmão ou a separação dos pais
- permanente – quando as dificuldades são mais estruturais
A maioria destas crianças têm estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, ou seja:
a)     são desvalorizadas na sua auto imagem (são vulgares expressões do tipo: “sou burro”, “não sou nada bom”, “não faço nada bem”)
b)      inseguras (são vulgares expressões do tipo: “não sei se consigo, faço isto ou faço aquilo?”)
c)      pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente à primeira contrariedade ou respondendo agressivamente contra os outros,
d)     antecipam negativamente as situações escolares, a atividades propostas (Não acreditam em seu potencial e dizem logo: “não sei fazer..., Nem venho na aula porque não vou conseguir...”),
e)      têm dificuldades em interpor pensamento entre o sentir e o agir, pelo que a alteração dos comportamentos (instabilidade, hiperatividade ou agressividade ou, mais raramente, pela inibição e retirada).

O QUE CABE A NÓS PROFESSORES?
Não precisamos fazer mágica para elevar a auto-estima dos seus alunos. Basta fazer o que sabe: ENSINAR
·        Sabemos que não existe uma receita pronta, pois cada criança é um ser único e especial;
·        Precisamos rever nossas práticas;
·        Repensar em nossa forma de avaliar o aluno;
·        Rever os nossos conceitos dificuldades de aprendizagem;
·        Analisar o nosso comportamento diante dos nossos colegas, pois somos o espelho dos nossos alunos;
·        Encarar desafios e ser comprometido com o nosso trabalho.
COMO TRABALHAR COM ESSES ALUNOS?
Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores de uma maneira lúdica, visando resgatar a auto-estima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia frente ao conhecimento construído socialmente.
É preciso que o professor atente para as diferentes formas de ensinar, pois, há muitas maneiras de aprender. O professor deve ter consciência da importância de criar vínculos com os seus alunos através das atividades cotidianas, construindo e reconstruindo sempre novos vínculos, mais fortes e positivos.

Autora: Lourdes Alves de Souza

INCLUSÃO ESCOLAR: Um desafio ou uma prática possível?

Os estudos e discussões sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas ditas ‘regulares’ vem ganhando maior dimensão nos últimos tempos. O conceito de inclusão vem sendo discutido sob diferentes perspectivas e enfoques teóricos.
Atualmente contamos com uma mobilização muito grande  por parte da sociedade em relação a inclusão escolar. Podemos dizer que socialmente já temos um novo olhar frente às diferenças humanas, elegendo-as como um valor a ser assumido por todos, partindo do princípio de que a principal característica do ser humano é a pluralidade, e não a igualdade ou a uniformidade. Assim, crianças que apresentam diferentes déficits, sejam eles temporários ou crônicos, graves ou leves, devem ser inseridos no ensino regula.
Inclusão na Escola não é simplesmente “Incluir o aluno” e muito mais é receber, acolher, cuidar, amar, proteger e ensinar tanto por parte dos profissionais quanto por parte dos alunos e da sociedade.
A simples aceitação das diferenças e a oportunidade de acesso á classe comum não determinam nem contribuem de forma consistente para a elaboração do Projeto Político Pedagógico e não asseguram a inclusão escolar dos alunos com acentuadas necessidades educativa especiais.
Nós educadores precisamos entender que a inclusão na Escola não é uma mera teoria da moda, mas uma atitude de vida; uma expressão de sociedade e cidadania; uma compreensão de que todos os seres humanos são humanos e como tais devem ser tratados e respeitados; enfim, é um caminho para o sempre, para o infinito, para o eterno transformar, porém sabemos que é um caminho árduo e longo.
Um dos maiores erros que nós educadores podemos  cometer é de acreditar que trabalhar a inclusão seja tarefa fácil ou se resuma na adoção de uma ou de outra situação de aprendizagem. O trabalho com a inclusão é uma questão extremamente ampla e que envolve valores e preconceitos arraigados em nossa cultura e internalizados em nossa mente. Precisamos ver a inclusão como um trabalho verdadeiramente sério, que implique em projeto de estruturação progressiva, transformações e mudança significativa.
Devemos lembrar que a inclusão não se limita a colocar a criança dentro da escola, é preciso que ela consiga interagir, de acordo com suas potencialidades, com outras crianças. Uma criança surda que fica isolada na escola, por exemplo, não está inserida: a exclusão fica reeditada no próprio ambiente escolar. Quando falamos que a inclusão implica em transformação e aceitação de si mesmo para, depois, atingir a outros. Como podemos dizer que vamos acolher o aluno com necessidades especiais se não  conseguimos lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
Por mais que a inclusão na escola, seja uma proposta já existente e muito discutida socialmente, ainda percebemos que muitos professores  julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda, despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Deparamos constantemente com professores aflitos e por falta de formação ou até mesmo por preconceitos e estigmas, frustrações e medo acreditam que não são capazes, ficam sem ação frente ao aluno, fica perdido querendo receitas prontas de metodologias e avaliações, porém a inclusão não é motivo para frustrações, mas sim motivo para aceitar, amar, entender, conhecer, valorizar e aprender junto.
Toda criança tem potencialidade de aprender dentro das suas limitações e tem muito que nos ensinar também. Na educação inclusiva não há mais a divisão entre ensino especial e ensino regular; o ensino é um e o mesmo para todos, respeitando as particularidades, as diferenças. Trata-se de um ensino participativo, solidário e acolhedor.

Fontes de Pesquisa:
INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Jul/2006.
ALTAS HABILIDADES / Superdotação Encorajando Potenciais
Angela M. R. Virgolim Brasília, DF 2007
http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06impr.shtml 
Autora: Lourdes Alves de Souza

OS ALUNOS ESTÃO DESINTERESSADOS OU AS AULAS ESTÃO DESMOTIVADAS?



Atualmente deparamos com várias inquietações relacionadas à educação. Uma das inquietações preocupantes é a desmotivação e o desinteresse dos alunos.  Ultimamente percebemos que os alunos estão sem interesse. Isso nos leva a refletir sobre a motivação. A motivação, o interesse e a participação dos alunos nos diversos níveis de escolaridade tem sido uma das grandes preocupações.
Constantemente  deparamos  com  as seguintes queixas:
a)     “ É preocupante a falta de participação e interesse pelas aulas.”
b)      “Os alunos estão sempre ausentes  no cumprimento das tarefa;”
c)       “ Os alunos estão indisciplinados”.
d)     “ Esses alunos não querem nada.”
Já paramos para pensar que tipo de motivação estamos dando aos nossos alunos? Paramos para observar como nossos alunos saem de casa e chegam  na sala de aula? Como estão as cabecinhas dos nossos alunos quando chegam à escola?  Refletimos qual o maior e principal objetivo que o aluno tem para frequentar a escola?  Será que em algum momento paramos para pensar que cada aluno é especial, que cada um deve ser tratado separadamente, que cada caso é um caso?
Precisamos fazer uma reflexão e começar a ver melhor com mais profundidade os nossos alunos.
Motivar para a aprendizagem escolar é uma tarefa nada fácil, pois se percebe que os alunos não encontram razões para aprender. Se o aluno não encontra significado no trabalho que tem a realizar, se não vê perspectiva futura nesta aprendizagem, provavelmente não terá interesse em aprender. Para que estes problemas não se tornem um caos, o professor precisa analisar cada caso e aprender a olhar de forma diferente, procurando entender quais as causas que levam os alunos a agirem dessa forma e o que é possível fazer para que esta realidade reverta em benefícios positivos.
Segundo ANTUNES (2002, p. 23) “Devemos sim, encontrar um equilíbrio entre silenciar ou fazer um bicho-de-sete-cabeças daquilo que às vezes, pode ser um ato grave, mas também um grão de areia ou um fato circunstancial”.
Cada professor tem um olhar diferenciado sobre um determinado problema, pois as interpretações divergem dependendo da ótica de cada um. Eu posso encontrar um problema num certo acontecimento, enquanto outro nem consegue perceber como problema e sim como um fato acontecido sem consequência alguma. Por estar fazendo parte da equipe pedagógica e dialogando com todos os professores, percebemos seguidamente estes diferentes olhares, quando um professor traz até nós um determinado fato e, ao interrogar outro professor que trabalha com a mesma turma, afirma que nunca teve este tipo de dificuldade em seu trabalho.
Nesta situação, o que se percebe é que a paciência e a tolerância andam muito longe de alguns professores, e estas qualidades são essenciais para que consigam desempenhar bem suas funções.
Ao definir objetivos de aprendizagem, apresentar a informação, propor tarefas, responder a demanda aos alunos, avaliar a aprendizagem e exercer o controle e a autoridade, os professores criam ambientes que afetam a motivação e a aprendizagem. Em consequência, se queremos motivar nossos alunos, precisamos saber de que modo nossos padrões de atuação podem contribuir para criar ambientes capazes de conseguir que os alunos se interessem e se esforcem por aprender e, em particular, que formas de atuação podem ajudar concretamente a um aluno (TAPIA, 2003, p. 14).
Sabemos que a motivação está também incluída o ambiente que estimula o organismo e que oferece o objeto de satisfação. Uma das grandes virtudes da motivação é melhorar a atenção e a concentração, nessa perspectiva pode-se dizer que a motivação é a força que move o sujeito a realizar atividades. Ao sentir-se motivado o individuo tem vontade de fazer alguma coisa e se torna capaz de manter o esforço necessário durante o tempo necessário para atingir o objetivo proposto, que a preocupação do ensino tem sido a de criar condições tais, que o aluno "fique a fim" de aprender.  Diante desse contexto percebe-se que a motivação deve ser considerada pelos professores de forma cuidadosa, procurando mobilizar as capacidades e potencialidades dos alunos. Motivar passa a ser, também, um trabalho de atrair, encantar, prender a atenção, seduzir o aluno, utilizando o que a criança gosta de fazer como forma de engajá-la no ensino.  Propiciar a descoberta. O aluno deve ser desafiado, para que deseje saber, e uma forma de criar este interesse é dar a ele a possibilidade de descobrir e desenvolver nos alunos uma atitude de investigação, uma atitude que garanta o desejo mais duradouro de saber, de querer saber sempre. Desejar saber deve passar a ser um estilo de vida. Essa atitude pode ser desenvolvida com atividades muito simples, que começam pelo incentivo á observação da realidade próxima ao aluno.
Diante disto precisamos repensar a nossa prática pedagógica e permitir, dentro de nós mesmos, a mudança, o reconhecimento de que algo está errado; de que algo está acontecendo e que devemos fazer alguma coisa imediatamente para reparar o que está errado. É preciso que haja reflexão para entender porque os alunos estão se afastando da escola e aceitar a possibilidade de que os mesmos podem não estar encontrando lá o que mais precisam. Faz-se necessário que se abram as portas e as janelas da escola e do íntimo de cada profissional da educação, e deixar que os alunos se manifestem e mergulhem profundamente naquilo que eles realmente necessitam. Vamos resgatá-lo enquanto há tempo!
Devemos estudar, rever as metas, objetivos, planejar , avaliar e buscar formas de motivação, pois só uma boa e grandiosa motivação pode mudar a situação da desmotivação e desinteresse dos nossos alunos.
Pensando nisso deixo aqui algumas dicas para motivar nossos alunos.
·        Aplique o conteúdo com entusiasmo, evitando aulas “mecânicas”;
·         Faça com que o aluno compreenda o que está sendo ensinado, ao invés de apenas memorizar;
·         Busque sempre relacionar os conteúdos com fatos da atualidade;
·         Elabore atividades que possa detectar a evolução do aluno;
·         Estabeleça um ritmo de aula de forma que todos possam acompanhar o raciocínio que exige o conteúdo;
·         Quando o aluno apresentar dificuldades, apresente a ele pistas proporcionando oportunidades para superar as dificuldades, fazendo com que o aluno exerça seu próprio raciocínio;
·         Ao iniciar a aula estabeleça metas e objetivos dessa, porém, baseados no ritmo da turma, combinando regras para que não seja desviado o objetivo da aula;
·         No momento da avaliação, o ideal é que o professor evite comparações, ameaças, ou seja, condutas negativas que possam vir a refletir maleficamente na auto estima dos alunos;
·        Identificar e aproveitar aquilo que atrai a criança, aquilo do que ela gosta como modo de privilegiar seus interesses.


FONTES:
                ANTUNES, Celso, Professor bonzinho = aluno difícil: a questão da indisciplina em sala de aula- Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
                TAPIA, Jesús A; FITA, Enrique C. A motivação em sala de aula: o que é como se faz. São
Paulo, Brasil: Edições Loyola, 2003.

Autora: Lourdes Alves de Souza